Tríades: Tipo de acorde constituído por apenas três notas, dispostas em intervalos de terças superpostas. A classificação de intervalos define a terça sob duas classificações:
2 tons – terça maior.
1, 5 tom – terça menor.
Exemplo:
Dó ---- (2tons) ---- Mi -- (1,5 tom) -- Sol
Antes de falarmos de inversão vamos esclarecer alguns pontos que podem confundir quem está iniciando no assunto: Sobre as notas de um acorde.
1 – Fundamental: Nota que identifica, denomina, o acorde. Ela é sempre a nota mais grave do acorde quando ele se encontrar na posição fundamental.
2 – Baixo: É sempre a nota mais grave do acorde. Independente da posição ou inversão que ele se encontra no momento em que esta sendo executado. Considero que o conceito de baixo deve estar associado ao efeito sonoro que nota, pela sua altura, produz. Por exemplo, uma tríade cujo a sua nota mais grave esteja acima do sol 3 pode ser considerado um acorde onde baixo foi suprimido.
3 – Terça: Segunda nota da tríade ou tétrade quando ela se encontra na posição fundamental. A terça define o modo do acorde. O Modo informa se o acorde é maior ou menor.
4 – Quinta: Terceira nota da tríade ou tétrade, isto quando ela se encontra na posição fundamental. A quinta define se o acorde é alterado ou não.
Posição fundamental:
Uma tríade ou tétrade encontra-se na posição fundamental quando a fundamental é a nota mais grave. Em outras palavras, sobre esta configuração dizemos que o acorde não esta invertido. Exemplo: Mi maior na posição fundamental - E
OBS: Obrigatoriamente, a posição fundamental exige que a tríade esteja na posição fechada (pretendo discutir sobre posição do acorde mais tarde).
Primeira Inversão:
Uma tríade encontra-se na primeira inversão quando a terça é a nota mais grave. Exemplo: Invertendo a tríade exemplificada na imagem anterior (Sol# - Si – Mi)
Segunda Inversão:
Uma tríade encontra-se na segunda inversão quando a quinta é a nota mais grave. Exemplo: Invertendo a tríade exemplificada na imagem anterior (Si – Mi – Sol#).
Considerações:
- Um acorde pode ser invertido.
- Uma Tríade pode ser invertida, ela, além da posição fundamental, pode gerar duas inversões.
- Toda tríade é um acorde, mas nem todo acorde é uma tríade, ou mesmo se quer possuir uma em sua estrutura.
Eu usei o assunto sobre tríades para falar sobre inversão porque acredito ser a forma mais objetiva e pratica. Sendo esta estrutura de acorde simples, fica muito mais fácil introduzir o assunto através dela.
Cifrar inversão de acordes:
Cifrar uma inversão de acorde é muito intuitivo. Indicamos o acorde normalmente com a letra maiúscula (de acordo como explicamos no artigo anterior), caso o acorde seja menor acrescentamos o “m” minúsculo, para indicar a inversão coloca-se uma barra sucedida da letra correspondente a nota que esta no baixo.
Exemplo acorde maior:
C – Dó maior com a fundamental no baixo.
C/E – Dó maior na primeira inversão. Com a terça no baixo.
C/G – Dó maior na segunda inversão. Com a Quinta no baixo.
Exemplo acorde menor:
Em – Mi menor com a fundamental no baixo.
Em/G – Mi menor na primeira inversão. Com a terça no baixo.
Em/B – Mi menor na segunda inversão. Com a Quinta no baixo.
OBS: É importante lembrar que as cifras exemplificadas acima não indicam obrigatoriamente acordes em estrutura de tríades. Todas as cifras acima tranquilamente, dependendo do contexto corresponder aos seguintes acordes:
No caso das tétrades, no que tange inversão de acorde, segue o mesmo esquema. Contudo, só é permitido cifrar inversão de acorde com sétima menor. Visto que, em via de regra, não é permitido nota de tensão no baixo.
Cabe lembrar que, existe uma técnica de harmonização baseada em tríades ensinada em “Berklee College” no curso de arranjo (que o Ian traduziu com “Tríades Estranhas”), essa técnica se baseia em regras especificas, totalmente diferente da aplicação convencional de tríades, as quais favorecem e permitem inversões de acordes com notas de tensão no baixo.
Adriana Ferreira nasceu na cidade de São Paulo no ano de 1981 e aos 6 anos de idade começou a aprender seus primeiros acordes no violão, sua mãe Francisca percebeu seu interesse pela música e a matriculou aos 12 anos na Escola de Música Vânia Martins, onde estudou, Violão, Guitarra e Canto. Nesta mesma época comecou a compor algumas melodias e letras de músicas e aos 19 anos de idade montou sua primeira banda de Forregae "Flor de Liz", apresentaram-se em Eventos Culturais, Casa de Cultura Raul Seixas (Sexta-Cultural), Inauguração do Céu Aricanduva, Aniversário do Céu Aricanduva, Evento Musical na Tocida Joven Santista, Feiras de Artesanato promovida por Marcos e Nilva na rua do Museu do Ipiranga aos Domingos e em alguns Bares da Região do Aricanduva. Aos 24 anos foi integrante da banda de rock Saturno 5, participou de eventos em feiras, parques e colegios, e aos 26 anos participou da banda Cometa Rock com eventos promovidos Pela Prefeitura de São Paulo, no ano de 2012 aos 29 anos inicou o curso Superior pelo Centro Universitário Santanna - Licenciatura em Música, mesmo ano que ingressou no Curso Livre de Violão pela EMESP Tom Jobim, conhecida como ULM (Universidade Livre de Música), Escolheu o caminho acadêmico após muitos anos de experiência tocando em bandas, e aprendendo na prática. E com muita dedicação aos Estudos formou-se como Professora de Música.
Agradecimentos:
Agradeço à Deus a minha família e amigos que trilharam esse caminho junto comigo e aos meus Mestres e Professores pela paciência e confiança e principalmente aos "puxões de orelha" e incentivos que foram peças fundamentais para que eu trilhasse esse caminho acadêmico com honra e dedicação.
"A Música nos proporciona a leveza da alma, um sentimento de liberdade de expressão, um ato do Divino manifesto, onde o amor e a sabedoria de forma mais elevada, andam juntas" - Adriana Ferreira - Professora de Música